Conforme noticiado em Praza, o Parlamento da Galiza aprovou por unanimidade tomar em consideração a ILP Valentín Paz-Andrade de aproveitamento dos vínculos com a Lusofonia. Agora, a Câmara galega trabalhará numa lei que, no final do processo pode responder fidedignamente ao estipulado na ILP… ou não, mas isso é uma outra história.
Porém, só foi hoje que milhares de galegos souberam pela vez primeira acerca desta ILP e do que o Parlamento acabava de aprovar. Exceto muitas poucas exceções (entre as quais Praza Pública), na imprensa galega houve um profundo silêncio ao respeito, o qual apenas foi quebrado hoje. A seguir colocamos algumas das referências na comunicação social portuguesa de há quase um mês:
Obviamente, o interesse com que em Portugal se foi acompanhando o debate teve correlato hoje em muitos meios, como no Jornal de Notícias.
De 7 a 10 de maio decorre em Ourense «III Português Perto. Aquelas Nossas Músicas», uma viagem pela língua portuguesa e a sua música, uma nova maneira para descobrir a Galiza através do Brasil, Angola, Portugal…
A seguir, reproduzimos o programa:


Como cada ano, centros sociais e entidades de todo tipo realizam na Galiza diferentes atos por volta do do 25 de Abril, comemoração da Revolução dos Cravos. A seguir indicamos algumas das mais interessantes iniciativas.

Os aPorto são cursos de uma semana de duração que se organizam por quarto ano consecutivo na cidade portuguesa do Porto. A primeira edição, em 2010, daquela com o nome “CPP” (Cursos de Português no Porto), juntou 23 pessoas, divididas em quatro turmas; no 2011, com a denominação atual, foram 99 pessoas em dez turmas. Já o ano passado a oferta aumentou até 7 semanas. Devido à «ampla satisfação» dos alunos e alunas, este ano a oferta lúdica e formativa não vai ter lugar apenas no mês de agosto, mas continua também este ano em julho.
Já começou o período de pré-inscrição para os cursos aPorto, que neste ano 2013 contam com várias novidades importantes. A mais significativa é que para além da AGAL são organizados pela Ciranda. À volta do português!.
As pré-inscrições estarão abertas nos meses de abril e maio e não implicam a entrega de qualquer sinal. Nas duas primeiras semanas de junho abrir-se-á um prazo para que as pessoas que fizeram a pré-inscrição passem a formalizar a inscrição. O dia 17 de junho ofereceram-se as vagas restantes até se completarem as turmas.
Os cinco aPortos do 2013 terão lugar nas seguintes faixas:
O que encontrar nos aPorto?
O fotógrafo Carlos Mendes, coordenador de edições anteriores, assinala o que podemos encontrar nos aPorto que faz da «experiência aPorto» algo muito diferente do turismo convencional:
O escritor Carlos Quiroga é o único representante do nosso país no Festival Literário da Madeira, que decorre esta semana em Funchal, capital deste arquipélago português. Além do único galego forma parte também do seleto grupo de participantes chegados de outros países.
Nos sete dias que dura o Festival, o autor galego, natural da Terra de Lemos, participará em quatro mesas redondas, a derradeira das quais terá lugar amanhã, dia 6 de abril, subordinada à seguinte temática: «Economia. A religião do dinheiro e a lei da necessidade. O dinheiro existe? Quanto vale e o que pode comprar? Estamos a viver uma guerra económica? Haverá alternativa ao capitalismo? Pode o capitalismo procurar o bem comum sem mudar o seu ADN?».
A seguir reproduzimos a ficha com que o festival apresenta Carlos Quiroga:
Escritor (Galiza)
Galego, Carlos Quiroga é um dos grandes responsáveis pela preservação e valorização do património cultural que Portugal partilha com a Galiza. Cultor da lusofonia e reputado especialista em Fernando Pessoa, Quiroga leciona Literaturas Lusófonas na Universidade de Santiago de Compostela. Nascido em Escairom, Terra de Lemos, nos alvores da década de 60, Carlos Quiroga é uma das vozes mais obstinadas na luta pela defesa da Língua Galega. Com um vasto trabalho académico que reforça o diálogo entre a lusofonia e o galego, o início da carreira literária de Quiroga remonta a 1999, com a publicação de G.O.N.G – mais de 20 poemas globais e um prefácio esperançado. No mesmo ano, Periferias, obra em prosa que comprova a versatilidade do escritor, mereceu a atribuição do Prémio Carvalho Calero, galardão que consagra narrativas e que o autor voltaria a conquistar em 2006, através de Inxala – Espero por ti na Abissínia.
Em 2002, a trilogia Viagem ao Cabo Nom fez a sua primeira escala n’ A Espera Crepuscular de um poeta que elege Lisboa como santuário de criação, enredo pelo qual a influência heteronímica de Pessoa se passeia com a naturalidade de um residente. O ciclo da trilogia – que reúne poesia, fotografia e narrativa – fechou-se em 2005 com O regresso a arder. Publicado no Brasil, Itália e, naturalmente, Portugal, Carlos Quiroga sintetizou assim o seu amor de um galego à Língua Portuguesa, num artigo publicado pelo Jornal de Letras: “Por isso, Língua, como se fosses a gente que és, volta os olhos de letra e admira-te desta nossa intensidade de amor: tem o sorriso louco das mães do Helder, colado à boca que te roça em Camões
José Carlos da Silva (*) - Enquanto parte da população francesa protesta contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o e Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) avança na questão da igualdade e lança a nova cartilha sobre orientação sexual e identidade de gênero no direito internacional dos direitos humanos em Língua Portuguesa.

A edição em português foi realizada pelo Escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) no Brasil. Tendo como título “Nascidos Livres e Iguais”, o livro de 68 páginas tem como principal objetivo servir ferramenta para ajudar os Estados a compreender melhor as suas obrigações e os passos que devem seguir para cumprir os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT), bem como para os ativistas da sociedade civil que querem que seus governos sejam responsabilizados por violações de direitos humanos internacionais.
No prefácio, Navi Pillay, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, afirma: “A extensão dos mesmos direitos usufruídos por todos para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) não é radical e nem complicado. Ela apoia-se em dois princípios fundamentais que sustentam o regime internacional de direitos humanos: igualdade e não discriminação. As palavras de abertura da Declaração Universal dos Direitos dos Humanos são inequívocas: ‘todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos’”.
O livro destaca as cinco obrigações básicas dos estados: proteger as pessoas contra a violência homofóbica, prevenir a tortura, descriminalizar a homossexualidade, proibir a discriminação e defender as liberdades de associação, expressão e reunião pacífica para todas as pessoas LGBT.
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(*) José Carlos da Silva é correspondente do PGL no Brasil
+ Consultar:
- Cartilha em Português [PDF]
As 17.000 assinaturas reunidas pela Comissão Promotora da ILP Valentim Paz-Andrade estão desde começos de mês no Parlamento da Galiza. Se após a validação das rúbricas ao menos 15.000 forem válidas, a iniciativa será debatida na Câmara galega.
Apresentada no Parlamento em 16 de maio de 2012, a proposta une-se ao espírito da comemoração de Valentim Paz-Andrade, que, para além ser um dos principais impulsores da moderna indústria pesqueira galega, foi também vice-presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que possibilitou a participação da Galiza nas reuniões para o acordo ortográfico da língua portuguesa que decorreram no Rio de Janeiro (1986) e Lisboa (1990). A presença galega nesse acordo ficou registada no tratado internacional resultante, com uma menção à delegação de observadores da Galiza no primeiro parágrafo e a inclusão das palavras «brêtema» e «lôstrego» na descrição das normas acordadas.
No seu artigo “A evolución trans-continental da lingua galaico-portuguesa” de 1968, Paz-Andrade questionava e respondia afirmativamente à pergunta “¿O galego ha de seguir mantendo unha liña autónoma na sua evolución como idioma, ou ha de pender a mais estreita similaridade co-a lingua falada, e sobre todo escrita, de Portugal e-o Brasil?”. Consciente do potencial «transcontinental» da nossa língua não só para a sua consolidação como também para favorecer a potencialidade económica da Galiza, qualificou-a «de una lengua con la cual pueden entenderse millones y millones de personas, aunque lo hablen con distinto acento o escriban de forma diferente cierto número de vocablos» (em Galicia como tarea, 1959). Para a Comissão Promotora da ILP, «esse potencial global é ainda mais evidente e relevante no momento atual, onde a crise económica em que está a Galiza contrasta com o auge de novas potências como o Brasil na América, Angola na África ou a China, com o enclave de Macau, na Ásia».
Na rádio
Esta iniciativa, que visa potenciar os vínculos da Galiza com a Lusofoina foi também protagonista na programação da Rádio Cerna, que promove a associação ambientalista Adega.

Até 11 de março é possível inscrever-se na viagem de jovens a Portugal que organiza a Câmara Municipal de Santiago de Compostela. A decisão veio após o «sucesso» da primeira edição em 2012, em palavras do vereador Adrián Varela.
A atividade decorrerá entre 25 e 27 de março no parque Pena Aventura, em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real. Ainda, a proposta terá uma segunda entrega, de cinco dias, no mês de julho.
Segundo o vereador compostelano, o programa visa proporcionar à juventude uma alternativa de lazer e fomento da prática desportiva, bem como aquisição de hábitos saudáveis. Também pretende ser um ponto de encontro e via para a sensibilização ambiental.
Pré-inscrições
O programa está destinado a jovens e jovens de 16 a 30 anos, empadroados no concelho de Santiago. Poder-se-ão inscrever até 40 pessoas (10 de 16 a 18 anos e 30 de 18 a 30 anos). A quota de inscrição, que inclui guia, deslocamento e pensão completa é 45 euros.
As pré-inscrições devem-se entregar no Registo Geral compostelaon (rua do Presidente Salvador Allende) ou no Registo Auxiliar do Centro Sociocultural do Ensanche (rua de Frei Rosendo Salvado 14-16) de 9 a 14 horas até 11 de março. As inscrições definitivas serão entre 12 e 19.

Português para Nós, curso on-line de português para galegos volve estar no ar. Esta ferramenta foi criada em 2008 sob chancela da Vice-presidência da Junta —na altura dirigida por Anxo Quintana—, mas com o regresso do PP à presidência da Galiza, o web acabou sendo inacessível.
Unicamente alterando o logótipo da Vice-presidência pelo da Conselharia de Trabalho em Bem-estar, Português para Nós volve ser acessível.
Assim noticiava o PGL em janeiro de 2008 o nascimento deste site:
Português para Nós é um curso voltado para utentes da Galiza com um nível limiar. Está dividido em 8 blocos, constando cada um deles de umha tabela de conteúdos que som desenvolvidos através de vídeo, audiçom, tabelas descritivas e exercícios práticos. Cada umha das unidades recolhe conteúdos comunicativos, gramaticais, léxicos e sócio-culturais.
Os autores e autoras do curso foram coordenados polo director do grupo Galabra da Universidade de Santiago de Compostela, Elias J. Torres Feijó. A equipa está formada por Afonso Villar Agra, professor de ensino secundário de Língua e Literatura Galegas (CPI Tomás Terrón Mendaña, Carvalheda de Val d’Eorras); Álvaro Iriarte, professor na Universidade do Minho e autor do Dicionário Espanhol-Português, Português-Espanhol da Porto Editora; Maria Jesus Rodríguez Fernández, professora de ensino secundário de Língua e Literatura Galegas (IES Lauro Olmo do Barco); Felisa Rodríguez Prado, professora da área de Filologia Galega e Portuguesa da USC e Valentim Rodrigues Fagim, professor de português na EOI de Ourense.
O desenvolvimento informático e da autoria de Imaxin Software e o suporte escolhido é o Moodle, um dos formatos mais utilizados ultimamente para o ensino de línguas.
Eugênio Carlos Brito (*) - Mais uma prova da importância da língua portuguesa no mundo. Um dos museus mais populares e prestigiados do planeta, o Metropolitam Museum of Art (MET) de nova Iorque anunciou que lançará um guia de suas obras em português. De acordo com o comunicado oficial da instituição, essa é a primeira nova edição nos últimos 30 anos.
O guia, que consiste na reprodução de cerca de 600 obras- primas,terá essa nova versão lançada a par de versões em outros idiomas como chinês, francês, italiano, japonês e espanhol.
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(*) Eugênio Brito é correspondente do PGL no Brasil